Caderno 1

Silvio Costa Filho alerta sobre situação fiscal de Pernambuco

11 abril 2017
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Líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Silvio Costa Filho (PRB) criticou, nesta segunda-feira (10), em pronunciamento na Casa, a situação fiscal do Estado. De acordo com o parlamentar, que citou dados de estudos de três institutos, “a situação fiscal de Pernambuco não está lá tão sob controle”.

Diferente do que tenta vender o governador Paulo Câmara e seus aliados, a situação fiscal de Pernambuco não está lá tão sob controle. O elevado volume de restos a pagar deixado nos últimos dois anos, da ordem de R$ 1 bilhão por ano, as despesas acumuladas com fornecedores da saúde e prestadores de serviço e a necessidade de financiamento extra para fechar as contas dão a verdadeira cara das finanças do Estado”, afirmou o deputado Silvio Costa Filho.

O parlamentar usou estudos realizados pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo Silvio Filho, levantamento da Firjan apontou que, em 2016, Pernambuco teve, ao lado de Sergipe, o menor percentual da Receita Corrente Líquida destinado a investimentos entre Estados do Nordeste. “Pernambuco investiu apenas 5,4% de sua Receita Corrente Líquida, metade do percentual investido pelo Ceará, Bahia e Piauí, que destinaram, em média, 11%. Isso é muito preocupante”, afirmou o deputado.

Ainda segundo Silvio Costa Filho, os reflexos são sentidos principalmente nos serviços prestados à população. “Falta de investimentos em segurança, obras inacabadas, assistência médica comprometida pela falta de profissionais e medicamentos e corte de recursos de programas sociais, como já denunciamos aqui, são as consequências imediatas do desequilíbrio financeiro de Pernambuco”, avaliou.

O parlamentar apresentou alguns dados sobre o assunto. Com relação ao ponto da disponibilidade de caixa, o deputado mostrou que Pernambuco encerrou 2-16, segundo dados do Tesouro Nacional, com uma disponibilidade de Caixa de R$ 1,3 bilhão – montante que seria suficiente apenas para cobrir o total de R$ 1,2 bilhão de restos a pagar deixados de 2016 para 2017.

(*) da Folha de Pernambuco

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Redação Carderno 1

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