Caderno 1

Aborto, política e casamento homoafetivo

08 dezembro 2016
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(*) Mileide Virgolino

Legalizar o aborto já esta se tornando uma reivindicação de direitos. Mas afinal, de quais direitos?

Umas das defesas abordadas sobre a tal legalização, é o fato de “não fazer com que mais mulheres aborte, mas sim, as que fizerem esta escolha, as tenha com segurança”.

Tamanha hipocrisia dizer que deseja segurança para interromper a formação de um feto. Grande ilusão acreditar que lutar a favor do aborto, apenas por não ter a responsabilidade de se prevenir, seja o nosso atual “politicamente correto“.

Dizer que, de qualquer forma, legalizado ou não, o aborto acontece, que mesmo sendo algo levando o peso de “crime”, mulheres que podem pagar tem mais recursos que as que não podem custear com o ato… Isso se deve a uma população “espelho de políticos”, onde recorre ou atua no “aborto clandestino” e vai então, para as ruas falar que luta contra a corrupção. Talvez tenhamos políticos a altura da população. Temos ai, mais uma hipocrisia.

Infelizmente, temos aqueles que não conseguem respeitar o corpo e uma negação feminina. Entramos então na questão do “estupro”; onde, por vezes, pode gerar um feto indesejado. Sexo a força não pode ser considerado falta de responsabilidade, muito menos deve julgar alguém que carrega o peso do estupro, quem há de falar que deve carregar também a criança?!

Nesta, podemos assim, pensar na questão do aborto. Porém, como alguém que passou por esse momento, por mais difícil que seja, podemos usar uma saída mais ” humana” diante da situação. Entendemos que, os orfanatos não são como “chiquititas”, mas existem casais e preferem adotar, ao invés de ter, casais com algum problema que os impossibilitam de ter filhos, ou o casal homosexual apontado como ” errôneo “, mas que adotaria a criança e lhe encheria de amor e educação. Não é simples, porém, é mais humano.

Não que este assunto seja algo tão desprezível, talvez, ou tão atormentado a ponto de bater panelas por ele… Mas temos outros meios de resolve-los chegando a conclusão que, por muitos casos, não precisamos do aborto.

(*) Mileide Virgolino é estudante

 

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Redação Caderno 1

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